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Jesus e as Relações Interpessoais

 

 

É Só Vitória!

 

A cultura Greco-Romana notabilizou-se não só pelas grandes conquistas e expansão territoriais dos grandes imperadores, mas também pelo engendrar das relações interpessoais, a despeito das diferentes camadas na estratificação social.

 

Como na pós-modernidade, as classes socias possuíam contornos bem definidos, visto que no mundo antigo havia senhores de escravos, escravos, mestres, discípulos, servos livres, ex-escravos, aristocratas, reis, sacerdotes e o cidadão comum. Entretanto, nesse mesmo período havia outras formas de relações nas sociedades, família, os amigos, os estrangeiros, os partidos políticos, os artesãos e dentro destas surgiam às injunções que provocavam as crises interpessoais, dando lugar às verdadeiras guerras relacionais, fazendo nascer também os então chamados inimigos, que diuturnamente, geriam afetos e desafetos, ternura e hostilidade, os quais faziam brotar na estrutura social situações das mais simples às mais complexas.

 

Como cidadão instalado do mundo greco-romano, Jesus fez a sua opção pessoal pelos melhores quadros da sua sociedade. Sendo Ele mesmo um judeu, portanto, reflexo de uma cultura e um pensamento teológico e filosófico de sua época, embora apresentasse divergência por certos aspectos dos matizes sociais e pelo comportamento falso-moralista dos religiosos e políticos do tecido social no contexto que estava inserido, e conta o qual voltava a sua face.

 

Sua relação com os doze homens que escolhera, processual, geográfica, cultural e pessoalmente marcaria a sua trajetória definitivamente, como sendo a mais democrática, popular e controversa possível. Estilos, personalidades, temperamentos, idéias, desejos, hábitos, níveis culturais e espiritualidades diferentes. Um grupo completamente complexo, de pessoas complexas, cheias de seus próprios medos, dissabores, truculentos e oprimidos pela exploração do poder público. 

 

Jesus aproxima-se deles paulatinamente e à medida que os conhece ao passar dos anos os promove às experiências mais profundas. Jesus não queimou etapas, pois compreendia que os crentes precisavam da gradatividade da fé e da experiência da salvação. Senão vejamos:

No inicio eles eram meros desconhecidos, cada um inserido no seu mundo particular, nutrindo seus sonhos e esperanças. Depois, passaram a ser “conhecidos” dele, foram chamados “seguidores”, não demoraria e logo tornar-se-íam seus companheiros, Jesus ia às suas casas, ouvia suas histórias, sabia seus nomes e caminhava com eles, mas nada tão profundo que pudesse revelar seus segredos mais profundos. Foram em seguida promovidos à “discípulos”, aprendizes de um processo pedagógico. Mas tarde foram elevados a servos, ai seus pés foram lavados por Jesus, pois assim, havia comprometimento de responsabilidades, compromisso e serviço no reino. Depois de serem aprovados como servos, foram guinados a amigos.

 

As distâncias se quebraram, as rupturas foram desfeitas e uma relação de cumplicidade nascia pra dar lugar aos discursos mais eloqüentes sobre as coisas do coração da intimidade.

Jesus soube esperar, mas não resistiu por muito tempo. Ele os amava e os amou até o fim.

 

Que fim? O fim de um processo que desembocaria na revelação mais doce e mais agradável, o que desde o início Jesus já sabia que de fato eles eram, mas que só agora poderia revelar a eles, Jesus chamou-lhes de “meus irmãos”, dando-lhes, portanto, o status de Filhos de Deus e co-herdeiros das riquezas celestiais. Esta é a glória que há de ser revelada.

Que Deus nos abençoe!

 
Pr Rogério Dantas
 
 
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